Fazendeiro é multado em R$ 94 mil por derrubar e queimar florestas para abrir espaço para criação de gado, no Paraná
19/10/2026
(Foto: Reprodução) Flagrante foi feito pela Polícia Militar Ambiental
Polícia Militar Ambiental
Um fazendeiro de Candói, cidade da região central do Paraná, foi multado em R$ 94 mil por derrubar e queimar florestas ilegalmente para abrir espaço para criação de gado na própria propriedade rural, que fica na localidade da Estrada Rural Cavernoso.
Segundo a Polícia Militar Ambiental, responsável pelo flagrante, no total foi destruída uma área de 5,44 hectares, ou seja, 54,4 mil m², o equivalente ao tamanho de mais de sete campos de futebol. Uma parte estava em Área de Preservação Permanente (APP).
Além das multas administrativas, o fazendeiro também será investigado pela Polícia Civil e responsabilizado criminalmente pelos danos ambientais.
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Ainda de acordo com a Polícia Militar Ambiental, toda a vegetação destruída era nativa, do Bioma Mata Atlântica, e estava em estágio médio de regeneração, como são chamadas as áreas que já tinham sido desmatadas anteriormente e agora estavam crescendo novamente.
"Foi identificada a destruição de 5,18 hectares de vegetação nativa fora de Área de Preservação Permanente (APP), mediante corte com motosserra e uso de fogo. [...] Também foi constatada a destruição de 0,26 hectare de vegetação nativa em Área de Preservação Permanente, às margens de curso d’água, mediante corte com motosserra e destoca", detalha a corporação.
O batalhão da Polícia Militar Ambiental recebe denúncias sobre desmatamento ilegal e outros danos e crimes ambientais pelo telefone 181, do Disque-Denúncia.
Flagrante foi feito pela Polícia Militar Ambiental
Polícia Militar Ambiental
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🪵Normas para o corte de árvores no Paraná
A legislação do Instituto Água e Terra (IAT), ligado ao Governo do Paraná, determina que o corte de espécies florestais exóticas — como pinus, eucalipto, uva-do-Japão, cinamomo, entre outras — não precisa de nenhum tipo de autorização prévia, a não ser que as árvores estejam em uma área de preservação permanente.
Já o corte ou supressão de espécies nativas — como a araucária, por exemplo — precisa de autorização ambiental, independentemente do local onde estejam as árvores.
Veja como pedir a autorização no site do IAT
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