Morre homem em situação de rua que teve corpo incendiado em Curitiba
23/03/2026
(Foto: Reprodução) Homem em situação de rua é incendiado em Curitiba
Morreu, no sábado (21), Ricardo de Lima Cavalcante depois de 20 dias internado no Hospital Evangélico Mackenzie, em Curitiba.
O homem, que vivia em situação de rua, teve o corpo incendiado no dia 1º de março e ficou com queimaduras de 2º e 3º graus na face, tórax, abdômen, dorso e cervical.
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O crime foi filmado por uma câmera de segurança. As imagens mostram o momento em que uma pessoa se aproxima e faz um movimento próximo ao rosto da vítima, que estava deitada na calçada. Logo após, o homem se agita, fazendo movimentos como se tentasse tirar algo da região do rosto. Ele levanta logo após e é possível ver chamas no tórax dele.
No vídeo também é possível ver que a pessoa que teve contato com a vítima antes de ela levantar em chamas se afasta sem prestar socorro. Simultaneamente, um carro estaciona e um homem desce para ajudar.
Ao Corpo de Bombeiros, que atendeu o caso, Ricardo afirmou que a pessoa vista nas imagens ateou fogo nele propositalmente.
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Suspeito foi preso
O suspeito, identificado como Gilberto de Lima, foi preso pela Polícia Militar (PM) horas depois do crime. A identificação foi feita com base nas roupas que ele usava no momento do ataque e também a partir do relato de outras pessoas em situação de rua que conheciam os dois.
À PM, o homem negou que cometeu o crime, mas teria confessado a autoria para testemunhas, inclusive depois de estar preso.
Na época, a Polícia Militar informou que Gilberto não disse a motivação do ataque, mas testemunhas relataram que os dois tinham desentendimentos anteriores. A principal suspeita é de que ele tenha utilizado uma bebida com alto teor alcoólico para atear fogo na vítima.
Ele foi autuado por lesão corporal gravíssima. Dias depois, porém, o Ministério Público apresentou denúncia pelo crime de homicídio qualificado por recurso que dificultou a defesa da vítima, na forma tentada. Com a morte da vítima, ele passa a responder pelo crime na forma consumada.
A denúncia foi recebida pela Justiça no dia 11 de março. Gilberto continua preso.
O g1 tenta contato com a defesa dele.
Crime foi registrado no Centro da capital paranaense
Imagens cedidas/ABS Motos
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